O subsolo de Cuiabá, composto por extensas camadas de concreções lateríticas e solos tropicais de granulação fina, exige uma abordagem de pavimentação que vá além da simples adoção de catálogos genéricos. O concrecionado ferruginoso da região metropolitana e os siltes argilosos colapsíveis das áreas mais baixas, sujeitas às cheias do rio Cuiabá, reagem de forma particular às cargas repetidas do tráfego. Por isso nosso laboratório, acreditado conforme a ISO 17025, estrutura o projeto de pavimento flexível com base em parâmetros reais, obtidos em cada lote. Antes de qualquer dimensionamento, a execução de um plano de sondagens SPT fornece a profundidade do lençol freático e a resistência do subleito, dados críticos em um município onde a saturação sazonal reduz drasticamente a capacidade de suporte.
Em solos lateríticos de Cuiabá, o dimensionamento correto da base granular representa a diferença entre um pavimento que chega à fadiga e um que rompe por cisalhamento plástico prematuro.
Como trabalhamos
Considerações locais
O erro mais recorrente nas obras de pavimentação em Cuiabá é a crença de que o concrecionado laterítico local é um subleito excelente por natureza. Um raciocínio perigoso. A presença de concreções ferruginosas em uma matriz argilosa gera um falso positivo no ensaio de CBR de campo. A matriz fina, quando submetida aos ciclos de umedecimento e secagem típicos do cerrado mato-grossense, perde suporte rapidamente. O resultado são trincas em bloco e afundamentos nas trilhas de roda em menos de dois anos. Nosso projeto de pavimento flexível isola essa variável: executamos o CBR em amostras saturadas por imersão, simulando a condição mais crítica de operação da via, e especificamos camadas drenantes que cortam a ascensão capilar da água do subleito.
Normas técnicas vigentes
ABNT NBR 9895:2016 – Solo – Índice de Suporte Califórnia (ISC), DNIT 133/2018 – ES – Pavimentação – Regularização do subleito, ABNT NBR 9895 – CBR de solos compactados em laboratório, DNER-PRO 269/94 – Projeto de restauração de pavimentos flexíveis (Tecnapav)
Serviços técnicos associados
Prospecção Geotécnica do Subleito
Perfuração manual e coleta de amostras indeformadas em poços rasos a cada 100 metros de via. Mapeamento da profundidade do concrecionado e classificação tátil-visual conforme ABNT NBR 7250.
Dosagem de Misturas Asfálticas
Ensaio Marshall com agregados locais para definição do teor ótimo de ligante, além do ensaio de dano por umidade induzida (Lottman modificado) para combater o desgaste prematuro em dias de chuva intensa.
Controle Tecnológico da Execução
Acompanhamento in situ da compactação com densidade pelo cone de areia, monitorando a umidade ótima e o grau de compactação de cada camada executada conforme o projeto.
Parâmetros típicos
Perguntas comuns
Qual a diferença entre o projeto de pavimento flexível e rígido para o solo de Cuiabá?
A principal diferença está na distribuição de cargas. O pavimento flexível transfere tensões concentradas para o subleito, exigindo uma base granular robusta que compense a baixa capacidade de suporte dos siltes locais. Já o pavimento rígido distribui a carga em uma área maior, sendo menos sensível à deformação do subleito, mas muito mais caro para corrigir trincas de retração térmica, comuns sob o sol intenso de Cuiabá.
Em quanto tempo um projeto de pavimento flexível fica pronto?
O cronograma depende da extensão da via. Para um trecho de 1 km, o processo completo — da investigação geotécnica de campo até a emissão da ART do projeto executivo — leva de 15 a 20 dias úteis, considerando os tempos de cura e saturação das amostras no laboratório.
Quanto custa um projeto de pavimento flexível?
O valor de referência é a partir de $100.000. O custo final varia conforme a metragem quadrada da via a ser pavimentada e o número de furos de sondagem necessários para caracterizar o subleito. Fornecemos uma proposta técnica detalhada sem compromisso após a visita ao local.
