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Análise granulométrica em Cuiabá: peneiramento e sedimentação em solos tropicais

O solo laterítico de Cuiabá, moldado por ciclos de chuva intensa e estiagem prolongada sobre a Depressão Cuiabana, exige uma classificação que vá além do óbvio. A fração fina desses solos, muitas vezes subestimada, controla o comportamento da fundação e a estabilidade de taludes durante as chuvas de verão. Por isso, nosso procedimento para análise granulométrica une o peneiramento tradicional à sedimentação com densímetro, capturando desde os pedregulhos do sopé da Chapada até as argilas dos baixios alagadiços. Em obras no Porto e no Distrito Industrial, a presença de concreções ferruginosas altera a curva granulométrica de forma sutil — e ignorar essa particularidade regional compromete qualquer projeto geotécnico. Complementamos essa investigação com o ensaio CPT quando o perfil estratigráfico é muito heterogêneo e exige leitura contínua da resistência de ponta.

A fração argila dos solos lateríticos de Cuiabá, quando mal caracterizada, reduz a vida útil de um pavimento em até 40% — o densímetro não é opcional, é diagnóstico.

Como trabalhamos

Quem trabalha com solo em Cuiabá sabe que o material do bairro Morada da Serra não tem nada a ver com o do Centro Geodésico. No Morada, a fração argilo-siltosa predomina, e a distribuição dos grãos abaixo da peneira 200 exige a leitura do densímetro por horas, seguindo a lei de Stokes. Já nas áreas mais elevadas, o solo residual de arenito apresenta uma curva bem graduada, onde o peneiramento resolve a fração grossa. Nosso laboratório executa o ensaio completo conforme a ABNT NBR 7181:2018, com destorroamento cuidadoso e uso de defloculante adequado para solos tropicais — detalhe que evita a floculação da caulinita, comum na região. O resultado é um relatório que indica os coeficientes de uniformidade e curvatura, essenciais para projetar filtros de barragem ou dimensionar camadas drenantes em pavimentos urbanos.
Análise granulométrica em Cuiabá: peneiramento e sedimentação em solos tropicais

Considerações locais

A geologia da Depressão Cuiabana expõe o construtor a um risco silencioso: lentes de solo mole orgânico intercaladas com areias finas. Em sondagens recentes no bairro Jardim Itália, encontramos camadas de argila siltosa com matéria orgânica a apenas 1,80 m de profundidade. Sem a curva granulométrica completa, esse material seria tratado como solo mineral comum — e a ruptura por recalque diferencial viria na primeira sobrecarga do aterro. A fração argila, quando superior a 40% e combinada com saturação sazonal, reduz o ângulo de atrito drenado para valores críticos. O peneiramento isolado não detecta esse problema; só a sedimentação revela a verdadeira distribuição dos finos. Em fundações de galpões logísticos na região da Avenida Fernando Corrêa, esse detalhe fez a diferença entre uma sapata convencional e um radier estaqueado.

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Normas técnicas vigentes

ABNT NBR 7181:2018 – Solo – Análise granulométrica (peneiramento + sedimentação), ABNT NBR 6457:2016 – Preparação de amostras de solo para ensaios de compactação e caracterização, ABNT NBR 6502:2020 – Rochas e solos – Terminologia, ABNT NBR 7181 – Standard Test Method for Particle-Size Distribution (Gradation) of Fine-Grained Soils Using the Sedimentation (Hydrometer) Analysis, DNIT 080/1994 – ME – Solos – Análise granulométrica por peneiramento

Serviços técnicos associados

01

Peneiramento fino e grosso conforme NBR 7181

Separação mecânica da fração retida na peneira Nº 200, com lavagem controlada e secagem em estufa a 105 °C. Para solos com pedregulho, utilizamos a série completa de peneiras de 3” até a malha 0,075 mm, garantindo precisão na curva de distribuição.

02

Sedimentação com densímetro la normativa técnica aplicable

Leitura da densidade da suspensão solo-água ao longo de 24 horas para determinar os teores de silte e argila. Aplicamos correções de temperatura, viscosidade e altura de queda, seguindo rigorosamente a lei de Stokes para partículas de 0,05 mm até 1 μm.

03

Classificação unificada e relatório técnico

Integração dos resultados de peneiramento e sedimentação para classificar o solo segundo o Sistema Unificado (SUCS) e a AASHTO. O relatório inclui curva granulométrica plotada, coeficientes de uniformidade e curvatura, além de recomendações para uso em filtros e drenos.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Faixa de peneiramento grosso (polegadas)3” a 3/8” (peneiras 75 mm a 9,5 mm)
Faixa de peneiramento fino (malha)Nº 4 a Nº 200 (4,75 mm a 0,075 mm)
Método de sedimentaçãoDensímetro la normativa técnica aplicable, leituras a 0,5, 1, 2, 4, 8, 15, 30, 60 min e 2, 4, 24 h
Temperatura de ensaio controlada20 ± 1 °C, com correção térmica em cada leitura
Defloculante para solos tropicaisHexametafosfato de sódio com concentração ajustada ao pH local
Norma de referênciaABNT NBR 7181:2018 (Solo – Análise granulométrica)
Massa mínima para amostra úmida1 kg para solos argilosos; 3 kg para solos arenosos com pedregulho
Coeficientes calculadosCNU (Cc), CCU (Cu) e diâmetros efetivos D10, D30, D60

Perguntas comuns

Qual a diferença entre o peneiramento e o ensaio de sedimentação?

O peneiramento separa as partículas grossas — areias e pedregulhos — por malhas físicas, indo até a peneira Nº 200 (0,075 mm). Abaixo disso, entram os siltes e argilas, que não passam por peneiras comuns. A sedimentação usa o densímetro para medir a velocidade de queda das partículas finas em suspensão, aplicando a lei de Stokes. Em Cuiabá, onde os solos têm muita fração laterítica fina, a sedimentação é indispensável para não classificar uma argila como silte, erro que compromete o cálculo de recalques e a escolha do tipo de fundação.

Quanto custa uma análise granulométrica completa em Cuiabá?

O valor fica em torno de $100.000, variando conforme a quantidade de amostras e a necessidade de ensaios complementares como limites de Atterberg ou compactação. Para obras maiores, montamos pacotes técnicos que incluem coleta em campo e interpretação do perfil — nesse caso, o custo é ajustado ao volume de serviço.

Em que tipo de obra a granulometria é obrigatória?

Ela é exigida em praticamente toda obra geotécnica: fundações de edifícios, barragens de terra, pavimentos rodoviários, filtros de drenagem e aterros sanitários. A norma ABNT NBR 7181:2018 é citada nas especificações do DNIT para pavimentação e nas instruções de projeto de barragens da ANA. Sem a curva granulométrica, você não consegue classificar o solo no sistema SUCS nem prever seu comportamento hidráulico.

O solo laterítico de Cuiabá interfere no resultado do densímetro?

Sim, e bastante. Os solos lateríticos têm óxidos de ferro e alumínio que cimentam as partículas de argila, formando torrões que não se dispersam com água pura. Nosso laboratório ajusta a concentração do defloculante — hexametafosfato de sódio — e faz o destorroamento mecânico antes da sedimentação. Sem esse cuidado, a leitura do densímetro indicaria um teor de areia falsamente elevado, mascarando a verdadeira plasticidade do material.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Cuiaba e sua zona metropolitana.

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