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Resistividade Elétrica e SEV em Cuiabá | Mapeamento de Subsolo por Geofísica

A expansão urbana de Cuiabá sobre terrenos do Grupo Cuiabá e coberturas do Pantanal exige investigações que vão além da sondagem tradicional. Em uma obra na região do Coxipó, o projeto de rebaixamento de lençol travou porque as sondagens mecânicas não conseguiam mapear a continuidade lateral de uma camada de cascalho saturada. Foi aí que aplicamos a sondagem elétrica vertical. A resistividade elétrica e a SEV permitem identificar contrastes entre aquíferos, zonas de fratura e até plumas de contaminação sem perfurar dezenas de furos. Com o arranjo Schlumberger e espaçamento AB/2 de até 200 metros, atingimos profundidades de investigação superiores a 60 metros, entregando um perfil contínuo da variação da resistividade aparente que orientou todo o redimensionamento do sistema de drenagem. A técnica é limpa, não invasiva, e se adapta bem aos terrenos quentes e sazonalmente alagados da baixada cuiabana.

A resistividade não mede dureza — mede contraste. Em Cuiabá, o contraste entre filito alterado e aluvião saturado define onde o lençol freático está de verdade.

Como trabalhamos

A geologia de Cuiabá pede uma abordagem geofísica com calibração local. A cidade está a 165 metros de altitude, com alternância entre filitos do Grupo Cuiabá e sedimentos inconsolidados da Bacia do Pantanal. Essa variação produz contrastes de resistividade que vão de 10 ohm.m em argilas saturadas a mais de 1000 ohm.m em rocha sã. Para interpretar esses dados corretamente, a SEV usa injeção de corrente contínua por eletrodos de aço inox e medição de potencial, aplicando a lei de Ohm para calcular a resistividade aparente em subsuperfície. O processamento dos dados passa por inversão 1D com algoritmos de smoothness-constrained least-squares, gerando modelos de camadas que depois são interpolados em pseudo-seções 2D. Em terrenos com influência de sais dissolvidos — comuns nos aquíferos livres da região — a presença de íons reduz a resistividade, e a equipe recalibra os parâmetros de inversão com base em medidas de condutividade da água de poços próximos. Esta integração de geofísica com hidrogeoquímica local é o que diferencia uma SEV genérica de um ensaio com acurácia para os desafios técnicos da capital mato-grossense. Em projetos que exigem correlação com parâmetros de resistência, complementamos com o ensaio CPT para validar a estratigrafia em pontos críticos.
Resistividade Elétrica e SEV em Cuiabá | Mapeamento de Subsolo por Geofísica

Considerações locais

O erro mais comum em Cuiabá é interpretar a SEV como se fosse um ensaio de penetração. A resistividade mostra zonas de baixa resistência — argila saturada, água salobra, contaminação — mas não informa NSPT. Já vimos laudos em que a baixa resistividade no aluvião do Rio Cuiabá foi confundida com rocha alterada, e o projeto de fundação considerou um impenetrável falso a 15 metros de profundidade. O resultado foi uma estaca curta em solo compressível, recalque diferencial e contenção emergencial. Outro risco é executar SEV em época de chuva sem corrigir o efeito da saturação superficial: a resistividade aparente cai, e o modelo de inversão subestima a profundidade do topo rochoso. A boa prática é calibrar os perfis geoelétricos com pelo menos um furo de sondagem mecânica, e repetir as medidas em condições de umidade contrastantes quando possível. Ignorar a anisotropia dos filitos do Grupo Cuiabá também gera erros sistemáticos na interpretação de camadas dobradas.

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Normas técnicas vigentes

ABNT NBR 15935:2011 — Investigações geofísicas de superfície — Resistividade elétrica, ABNT NBR 16499 — Standard Guide for Using the Direct Current Resistivity Method, ABNT NBR 15495-1:2007 — Poços de monitoramento de águas subterrâneas — Parte 1: Projeto e construção

Serviços técnicos associados

01

Sondagem Elétrica Vertical (SEV) — Arranjo Schlumberger

Perfilagem geoelétrica 1D com abertura progressiva de eletrodos. Ideal para mapear profundidade do embasamento rochoso, espessura de aquíferos sedimentares e contato entre filito alterado e aluvião. Aplicação direta em projetos de captação de água subterrânea e fundações profundas na região metropolitana de Cuiabá.

02

Caminhamento Elétrico 2D (Tomografia de Resistividade)

Aquisição multieletrodo com 48 a 72 canais ao longo de perfis de até 400 metros. Gera seções de resistividade invertida de alta resolução para identificação de zonas de fratura, plumas de contaminação e cavidades em rocha. Muito usado em estudos ambientais no polo industrial de Cuiabá e Várzea Grande.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Arranjo eletródico principalSchlumberger (AB/2 até 200 m)
Profundidade de investigação típica60 a 80 metros
Faixa de resistividade medida1 a 10.000 ohm.m
Tensão de injeçãoAté 400 V DC (corrente contínua)
Norma de referênciaABNT NBR 15935:2011 (Investigações geofísicas)
Tempo médio de ensaio por SEV45 a 90 minutos
Processamento dos dadosInversão 1D + interpolação 2D (Res2DInv)

Perguntas comuns

A SEV funciona bem no solo argiloso de Cuiabá?

Sim, e é justamente onde ela traz mais informação. Argilas saturadas apresentam baixa resistividade (entre 5 e 30 ohm.m), o que gera um contraste nítido com camadas de areia ou cascalho, que são mais resistivas. Esse contraste permite mapear a geometria do aquífero livre e a profundidade do embasamento filítico com boa precisão. O segredo está na calibração do modelo de inversão com dados de poços existentes na região.

Qual a profundidade máxima que a SEV atinge em Cuiabá?

Com o arranjo Schlumberger e abertura AB/2 de 200 metros, a profundidade de investigação efetiva fica entre 60 e 80 metros. Para investigações mais rasas — até 30 metros — usamos a tomografia elétrica 2D, que oferece melhor resolução lateral. A profundidade real depende da estratigrafia local e do contraste de resistividade entre as camadas.

Qual o custo médio de uma campanha de SEV em Cuiabá?

Os valores giram em torno de $100.000 para uma campanha típica com três a cinco SEVs, incluindo aquisição de campo, processamento dos dados de inversão e relatório técnico com perfis geoelétricos interpretados. Campanhas maiores ou que exijam tomografia 2D com muitos eletrodos têm custo proporcional à extensão dos perfis e ao tempo de campo.

É obrigatório calibrar a SEV com sondagem mecânica?

A ABNT NBR 15935 recomenda a calibração sempre que possível. A resistividade é um parâmetro físico indireto — ela não mede NSPT, granulometria ou resistência. Um furo de sondagem no mesmo alinhamento da SEV permite transformar valores de resistividade em litologia real, eliminando ambiguidades de interpretação. Em Cuiabá, onde os filitos apresentam resistividade variável conforme o grau de alteração, essa calibração faz toda a diferença. Mais info.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Cuiaba e sua zona metropolitana.

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